domingo, 7 de fevereiro de 2010

Avatar de Cameron e Tolkien-Qual é a relação?










Influência direta? As aparências podem enganar... "I see you" Cameron ;-)

Dias atrás postaram isso em dois fóruns da Internet

The_Pussylover :Não sei se aqui é o lugar certo para eu postar, mas qualquer coisa por favor me avisem que eu posto em outro lugar ok.


Galera foi só eu que percebi no filme Avatar, que tem muitas influências do Tolkien ? ( Principalmente O Silmarillion )
Quando assisti, ontem, fui assimilando muitas coisas
Na'Vi (ou Omanticaya) = Elfos - São Povos da Floresta, de grande sabedoria e em total harmonia com a natureza, são muito agéis e fortes. ( o que faltaria seria imortalidade )

Tem uma parte que a Neytiri fala das 5 canções, algo relacionado com Deus - No Silmarillion tudo começa com uma canção.

Há uma semelhança com o Palácio de Galadriel com a Grande Árvore do filme Avatar.

Essa somente quem leu vai saber

Beren e Lúthien = Jake Sully com Neytiri
Uma história muito assemelhada, Lúthien filha de um Rei ( Thingol ) fica junto com um Homem ( Beren ) unindo duas raças, o que acontece em Avatar também.
Não vou me aprofundar nisso pois senão fica mais complicado hehehe.

O Que acham ?



Eu até entendo como é que tal raciocínio pode ser feito mas, estando eu na posição de quem, já muitas vezes, foi criticado por enxergar referências tolkienianas onde as pessoas não as viam, estando em várias vezes delas correto como o tempo veio a mostrar, nesse caso, em particular, vou sair em defesa de Cameron com toda a veemência que ele merece. Isso em homenagem aos Oscars que(espero)sejam entregues para a película daqui a um mês.

Não acho, de modo algum, que Tolkien figure entre as principais fontes de Avatar mesmo que inconfessadamente. Tolkien e Cameron têm, sim, diversas fontes comuns no caldo que deu origem a ambas as obras.Como não podia deixar de ser dada a natureza e amplidão de seus "world buildings" monumentais.

Olhe só como o próprio Cameron está bem consciente do seu material fonte: as comparações abaixo detalhadas vão mostrar a veracidade dos comentários do Cameron.

Essa excelente página sumariza os
débitos de Avatar com Edgar Rice Burroughs.


E para quem quiser conferir os débitos de Tolkien pelo mesmo Edgar Rice Burroughs pode conferir aí nesse post . Não é pouca coisa e quanto mais leio e conheço mais visivel a influência se torna.


It’s fine for a guy to be attracted to women, but I need the male audience to respond to this guy and say , “Yeah, I see why people would follow him.” So ultimately he becomes this messianic leader who leads them into battle… in the old school Edgar Rice Burroughs, Rudyard Kipling, H. Rider Haggard way. Where a guy kinda wanders into a situation in another culture, then rises through the ranks – or whatever – a Lawrence of Arabia kinda of story.

Where did the actual story of it come from? It’s a very sort of old school, frontier sort of story; it’s almost Dances With Wolves.
Yeah, that's good, I like that. There's a lot of very recognisable archetypes in the story: the stories of which Dances With Wolves is one, the story of the American frontier and the conflict between technical, Western civilisation and the very close to nature indigenous populations, the native Americans, and that didn't go too well for them, you know. And of course that story is replicated throughout history in South America, Africa, India. It has all these various ways in which it plays out but it generally doesn’t bode too well for the indigenous population.


You can't have your characters running around through the rainforest with a machine gun these days, it's just not PC.

I think it’s got its roots in good old-fashioned, adolescent adventure storytelling. The sort of, Rudyard Kipling Man Who Would Be King, Lawrence of Arabia, John Carter of Mars . Anytime that you have somebody who's a representative of another culture, especially a mechanised or military culture, dropped into a completely different culture in an exotic land, and they have to find their place and themselves in the process. It's all pretty familiar stuff. I think from a science fiction standpoint it's got its roots in really classic science fiction of the 40's and 50's, not the kind of necessarily dystopian science fiction of the 60's and 70's. But that's OK, that was by design. You can't have your characters running around through the rainforest with a machine gun these days, it's just not PC. But you can do it on another planet. You can get away with things on Pandora that we couldn’t get away with here.



Não deixa de ser um fato a noção de que ele foi inspirado pela Trilogia de Peter Jackson no que tange ao uso de tecnologia. Ele já estava aguardando o desenvolvimento da computação gráfica usada para o Gollum já fazia mais de dez anos e sabia que tal técnica incrementada seria a chave para tornar Avatar uma realidade

When I see a movie that excites me visually, the feeling is extraordinary. I went to see `Lord of the Rings’ for entertainment, but you begin to think, is this something I can incorporate? That’s how this works and it goes in cycles. Peter Jackson inspired me with consummate filmmaking and the specificity of the CG that made me feel a doorway opening that enabled me to make `Avatar.



Também é verdadeiro que ele tinha noção de que um exercício de elaboração subcriativa na proporção de Avatar é algo que invoca imediatamente a idéia de Tolkien e seus análogos como criadores de mundos;



. Mr. CAMERON: Yeah.

BLOCK: Now, was this...

Mr. CAMERON: That's how geeky this is, you know.
BLOCK: Yeah. Well, is that you as a geek? Were you coming up with those names?
Mr. CAMERON: Sometimes. I basically surrounded myself by geeks who fed off the same kind of sense of fun of creating a world and some - you know, with a certain level of reality in the way that a novelist like J.R.R. Tolkien would create the world, create the language of the world like Elvish, and I'd always wanted to do that. And it was fun. So, you know, we had an ethnomusicologist and a botanist and an astrophysicist and everybody all sitting around a table for - and it was like a three- or four-day session to come up with all of the Latin names.



Esse reconhecimento, entretanto, não faz com que Tolkien tenha sido especificamente uma fonte usada para esse filme. É mais o caso dele ser um exemplo a ser emulado em termos de desempenho e metodologia e não de se estar seguindo seus passos com fins parecidos para as mesmas destinações.

Então a maioria absoluta dos paralelos entre as obras se deve ao fato delas serem homólogas, terem sido calcadas em cima de fontes iguais: Rider Haggard, Mitologia Celta, Edgar Rice Burroughs, Flash Gordon, James Fenimore Cooper etc.

O fato dessa verdade não ser percebida de cara é um caso clássico de aplicação do que Joe Michael Straczynski ( autor de Babylon 5 , das histórias do Thor da Marvel atuais e do roteiro do filme A Troca) chamou de a predominância do padrão mítico mais familiar como parâmetro de comparação, gerandoo efeito "teste de Rorschach" ou a tão mencionada "aplicabilidade" defendida por Tolkien .

Anyway, it's what I've always said about this show...you see the paradigm with which you are most familiar.Sometimes that's great,and sometimes it's a curse.



É natural que a gente faça comparações com aquilo que mais se aproxima da nossa vivência cultural, de 10 anos para cá o Senhor dos Anéis tem sido o termo de comparação para muito mais gente, principalmente em nações onde esse tipo de literatura não era muito divulgada antes, mas isso não quer dizer que Tolkien inventou a roda, coisa que os fãs mais novinhos tendem a pensar em situações assim.

Vamos por partes:

Na'vi ou Omaticaya e os Elfos: a caracterização dos Na'vi deriva, de fato, da cultura indígena americana ( e vários dos elementos nos elfos arborícolas de Tolkien tb) pelo menos nos seus aspectos mais ostensivos, dados os empréstimos de Dança com Lobos e Pocahontas. Mas também é influenciada pelos mesmos tipos de mitos celtas ( e respectivas fontes históricas) que serviram de molde para Tolkien , inclusive os pictos ingleses com o uso extensivo do arco e flecha, a cultura xamanística e pinturas corporais ( vistos no filme do Arthur do Fuqua por exemplo e também nas histórias de Robert E. Howard de Bran Mak Morn, Conan e Kull) e, principalmente, detalhe muito importante ausente dos indios americanos e das adaptações literárias dos pictos: uma religião panteística matriarcal.

Esse último elemento deriva das pesquisas sobre antiga religião pré-indo-européia feitas por Robert Graves (A Deusa Branca 1948), cujas análises influenciaram a geração de Tolkien, já refletindo possíveis especulações de James Frazer. Mais recentemente, a arqueóloga Maria Gimbutas reforçou as conclusões de Graves e foi tremendamente influente na constituição do Neopaganismo de nossos dias e, portanto,na leitura esotérica ou pagã que se pode fazer da obra de Tolkien.



Cadeia evolucionaria, Jake Sully como o Toruk Makto



Flash Gordon, o rebelde espacial "quase" original

Legolas, o "caçador de Olifantes" da versao cinematografica do SdA





Flash Gordon no comando de outro exercito alado no filme dos anos oitenta.


Mas seres "aborígenes" costumam ser representados dessa forma clássica, principalmente por influência de James Fenimore Cooper, autor do Último dos Moicanos (1826), que foi de onde vieram diversos dos clichês que Tolkien adotou para os elfos "florestais". O uso do esquema de se vendar os indivíduos suspeitos para não se conhecer o caminho pela floresta ( artifício tb presente na caracterização do Robin Hood e seu bando da floresta nos livros de Walter Scott Ivanhoé de 1814, ele mesmo influência para Cooper) e, talvez, e provavelmente para Tolkien é um dos claros empréstimos de Tolkien. . A viagem de canoa para fora de Lothlórien também tem paralelos no livro.

Uma excelente pesquisa sobre as origens do modelo heróico, inclusive com as contribuições de Fenimore Cooper

Cooper's work has greatly influenced J.R.R. Tolkien, whose Elves have many elements of Cooper's portraits of noble Native Americans, while some passages -- like the journey down the river Anduin in The Two Towers -- read like passages from The Last of the Mohicans.

Esse comentário provavelmente reflete T.A.Shippey in The Road to Middle-Earth, página 299

In the same way Fenimore Cooper's hero Natty Bumppo prides himself on being 'a man whose blood is without a cross'; and Tolkien recorded an early devotion to Red Indians, bows and arrows and forests ('OF-S' in TL, p. 39). The journey of the Fellowship from Lorien to Tol Brandir, with its canoes and portages, often recalls The Last of the Mohicans, and as the travellers move from forest to prairie, like the American pioneers, Aragorn and Eomer for a moment preserve faint traces of 'the Deerslayer' and the Sioux, see p. 115 above. The complaint in one of the sillier reviews of The Lord of the Rings, that none of its characters (except Gimli) had 'an even faintly American temperament', is as imperceptive as irrelevant.

The 'American temperament' has roots in many places, but England isnot the least among them: caelum поп animam mutant qui trans marecurrunt.


Tolkien no ensaio dos Contos de Fadas

Eu tinha muito pouco desejo de procurar tesouro enterrado ou combater piratas,e A Ilha do Tesouro me deixou frio. Índios eram melhores: havia arcos e flechas (eu tinha e tenho um desejo completamente insatisfeito de atirar bem com um arco), e línguas estranhas, e vislumbres de um modo arcaico de vida, e, acima de tudo, florestas em tais estórias. Mas a terra de Merlin e Arthur era melhor que essas, e o melhor de todos era o Norte sem-nome de Sigurd dos Völsungs, e do príncipe de todos os dragões.




Na verdade, a ordem de influência aí é bem essa mesmo: pictos célticos e povo das fadas ( sidhe (shee na pronúncia), reparem que as montarias dos Omaticaya receberam o apelido terrestre de Banshees), base para os Drúadan de Tolkien também, Robin Hood e seu bando de Walter Scott (1814), a caracterização dos indios nos livros de Cooper (1826) ( em parte influenciadas por modelos scottianos e seus clichês e artifícios de
enredo), os povos "aborígenes" africanos dos livros de "lost worlds" do Rider Haggard ( iniciados com as Minas do Rei Salomão de 1885) e os alienígenas de Edgar Rice Burroughs ( começando a partir de 1912).

É só depois disso que Tolkien passa, cronologicamente, a ser uma influência vindo inclusive, depois dos Tree Men do Alex Raymond em Flash Gordon. eles eram os habitantes de Arboria ,o reino florestal explicado logo adiante.




Tree Men de Arboria



Robin Hood ou Robin of the Wood

Vemos que, com o Avatar, de certa forma, fechamos um círculo, porque, por motivos que vou detalhar mais tarde, os Na'vi parecem grandemente influenciados pelo povo das fadas élfico celta, os Tuatha de danaan e seus antecessores e sucessores míticos como os sidhe que são, de fato, inspirações para os elfos , para Goldberry e Tom Bombadil e para os Druédain de Tolkien e que foram identificados várias vezes com os pictos

As Primeiras canções: evoca sim o senso de "profundidade", de que há sagas e histórias anteriores a respeito das quais o telespectador nada sabe e cujos padrões se repetem ciclicamente em histórias que nunca acabam.Mas embora Tolkien tenha tradicionalizado o uso desse recurso como parte do efeito literário isso não é , de modo algum criação dele.

Pelo contexto no filme a história do tataravo da Neytiri como prévio Toruk Makto lembra, por exemplo, a história contada por Aragorn recordando Beren e Lúthien , sendo Beren um antecessor dele próprio. No contexto do filme as primeiras cançoes não parecem se referir a um tipo de mito cosmogônico mas antes a épicos "fundacionais" , mais para o livro do Éxodo e a parte tribal do Genesis, mas lembrando bastante, como comentaram por aí, a história familiar dos ancestrais de Nausicaa do Hayao Miyazaki e sua perícia como Andarilha do Vento(Windrider.)

Casa na Árvore:O talan gigantesco em Caras Galadhon de Galadriel e Celeborn não é invenção "original" de Tolkien mas veio de algo inspirado nas mesmas fontes de James Cameron: o reino de Arboria em Flash Gordon nas tiras da saga os Homens Feras de Mongo ( 1937) que, por sua vez, também foi inspirado nos livros de Edgar Rice Burroughs , onde no livro Piratas de Vênus, de 1934 tem ( se preparem ) "cidades de seres imortais florescendo em árvores gigantes alcançando milhares de pés em direção ao céu ". Piratas de Venus faz parte da saga de Carson Napier, um terrestre que viaja para Amtor (Venus) se casa com a filha do rei da ilha florestada de Vepaja,Duare .



Arboria (1936)


Detalhe, o reino é governado pelo príncipe Barin (nome bem tolkieniano, hein?) cujo visual é inspirado na caracterização de Robin Hood de Douglas Fairbanks e um ano anterior à versão clássica de Errol Flyn, por sua vez calcadas na representação do personagem dada no Ivanhoé do Walter Scott (foi modelo pro Faramir de Tolkien tb, com o bando dos rangers em Ithílien lembrando o bando de companheiros de "Locksley"









Caras Galadhon (1954)



World Tree de World of Warcraft III,2002


HomeTree Avatar (2010)

Beren e Lúthien: mulher nativa apaixonando-se pelo estrangeiro "terrestre" é um dos maiores clichês das histórias de fantasia e ficção e começou bem antes de Tolkien ter sido publicado ( embora não tão antes dele ter começado a escrever os contos da Terra-Média. E, óbvio não parou com eles,vide Pocanhontas, Dança com Lobos e Fernygully, algumas das ( admitidas) principais referências modernas de Avatar e outras obras com as mesmas fontes como Atlantis da Disney ou Stargate o longa dos irmãos Emmerich)

A principal influência do Cameron nesse aspecto foi, confessadamente, o romance A Princesa de Marte de Edgar Rice Burroughs (1912), onde John Carter por "projeção astral", portanto gerando um "avatar", renascendo em outro mundo , Marte, Barsoom, acaba conhecendo a princesa nativa, Dejah Thoris e casando com ela .Foi a inspiração principal para Flash além de Buck Rogers ( que tb copiava John Carter).

O próprio Edgar Rice Burroughs foi inspirado pelo Ela de Rider Haggard (1887),livro admirado por Tolkien , que trazia a versão original da "nativa", no caso rainha de reino nas Cavernas ( Menegroth e Melian like), imortal de longos cabelos negros, superpoderosa, apaixonada num mortal. Também possuia um espelho d'água mágico como Galadriel. Não é à toa que a protótipo de Neytiri, Dejah Thoris de John Carter foi sucedida nos livros de Tarzan por La de Opar (o nome sendo a forma francesa de "She")






Ayesha, a mãe das mil e uma Neytiris


Essa personagem, Ayesha ( segundo Haggard pronuncia-se Asha, mas, segundo os árabes é Aisha, nome da esposa favorita do profeta Maomé e da mãe de Boabdil , ultimo rei mouro de Granada, ambas verdadeiras feras em forma de mulher), foi o template para aspectos de todas elas: Neytiri, Princesa Aura e Rainha Azura de Flash Gordon , Fênix, Ororo, Paragona e Selene nos comics da Marvel Comics, Dejah Thoris, Lúthien, Melian, Galadriel e Akasha a rainha dos condenados, vampira imortal de Anne Rice, evocando tanto Ayesha quanto Akivasha do Robert E.Howard.




Dejah Thoris

Galadriel in aParallel Universe




Leia Organa de Star Wars, descrita como sendo um combo de Dejah Thoris e Galadriel em uma das versões do roteiro de New Hope.





Luthien Tinuviel tendo um mau pressentimento





Circe da DC Comics,o maior análogo da parte má de Ayesha no Universo da editora



Karnilla e seu amado Balder da Marvel, outra análoga rainha feiticeira de reino cavernoso



Versão cute mangática da ilustração anterior: reparem na inversão de papéis

Já o próprio Rider Haggard usou vários templates: entre eles o anjo da verdade persa "asha", a deusa "Hela" nórdica, e , para o relacionamento mortal-imortal , Siegfried(Sigurd) e Brunhilda (abandonou a imortalidade) da mitologia nórdica e Cuchulain e a deusa Fand da mitologia céltica). Correndo por fora, nos aspectos mais nocivos da personagem, temos também a Lamia de Keats (1819) e Carmilla de Sheridan Le Fanu (1872).

Então, convenhamos, Tolkien está longe de ter sido inventor do ( hoje) clichê enredo dos apaixonados de culturas diferentes, separados por detalhes raciais como imortalidade , vampirismo ( uuupsss!!!), pais e esposos furiosos e feitiços de perda de memória.Já é algo que tem diversos antecedentes proeminentes, inclusive a Flauta Mágica, a ópera de Mozart (1791).

E vale dizer:a descrição detalhada de Melian dada por Tolkien nos Contos Perdidos, com um vestido negro, rajado com prata, praticamente faz dela uma versão da "Rainha da Noite" desta ópera tal como costuma ser representada lá.

'Slender and very dark of hair,said Veanne, 'and her skin was white and pale, but her eyes shone and seemed deep, and she was clad in filmy garments most lovely yet of black,jet-spangled and girt with silver.If ever she sang, or if she danced, dreams and slumbers passed over your head and made it heavy. Indeed she was a sprite that escaped from Lorien's gardens before even Kor was built, and she wandered in the wooded places of the world, and nightingales went with her and often sang about her. It was the song of these birds that smote the ears of Tinwelint, leader of that tribe of the Eldar that after were the Solosimpi the pipers of the shore, as he fared with his companions behind the horse of Orome from Palisor.


-Esbelta y de cabellos muy oscuros -dijo Véannë- y tenía la piel blanca y pálida, pero los ojos le brillaban y parecían ser profundos, y estaba cubierta con las más hermosas y tenues vestimentas negras con adornos color azabache y un cinturón de plata. Cuando cantaba o bailaba se apoderaban de ti los sueños y el letargo y te sentías adormecer. En realidad, era un espíritu que había huido de los jardines de Lórien aun antes de la construcción de Kôr y vagaba por los bosques del mundo acompañada de ruiseñores que solían cantar a su alrededor. Fue el canto de esos pájaros lo que asombró a Tinwelint, el jefe de esa tribu de los Eldar de la que nacieron después los Solosimpi, los flautistas de la costa, cuando se alejó de Palisor con sus compañeros, a la zaga del caballo de Orómë.













Até Shakespeare brincou com isso no seu Sonho de Uma Noite de Verão (1596) onde a Fada Titânia é enfeitiçada pelo marido e se apaixona por um mortal com a cabeça de burro. Isso para não falarmos do caso já mencionado por aqui de Selene e Endimion na mitologia grega.



Vou começar a blogar aqui uma lista de bons sites e resenhas do Avatar

Revolucionário da tradição por Fernando Veríssimo

James Cameron joga Warcraft?

A típica reação dos conservadores americanos ao filme ( delícia!!)

O que tende a incomodar os os conservadores-Comparação com Out of the Silent Planet e Perelandra

O efeito blue do Avatar e C.S.Lewis

O efeito blue. Lewis e Aldoux Huxley
O Avatar que quase foi.Comparação com o roteiro original

Grace e a Deusa uma análise do Panteísmo Cristão do Avatar

Interpretação Esotérica de Avatar ligando-o ao Simbolismo Maçônico

Interpretação do Avatar-Gaia hipótese e ciência holística.

O racismo de Avatar? O Mito do Messias "branco"


Blog do André Forastieri e sua análise do Avatar e da carreira de Cameron

Originalidade no tradicional=uma avaliação prévia do Avatar

Avatar poderia ser uma cópia de Aida , rainha da Floresta, desenho italiano de 2001?

Avatar é clichê mas responde tudo

Não apenas assista Avatar, "veja-o com o que ele contém"

A Espiritualidade do Avatar

A versão original do roteiro feita em 1995

Mais uma diatribe conservadora contra o Avatar e seus subtextos, tb analisa os dos demais filmes de Cameron. Brilhante!!
Análise dos temas inclusive do "estupro/comunhão com a fauna e flora

Avatar: An Anarcho-Primitivist Picture of the History of the World

The Avatar backlash

A lista "completa" de coisas que supostamente Avatar copiou

Entrevista com Cameron
Analise-Avatar, Miyazaki e Ecologia.

Avatar, o Bom, o Mau e o Feio

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Entrevista do Cameron

"That’s how I pitched it. I told the studio if it was FernGully with better effects! That made them nervous."

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